Greve de ônibus afeta 1 milhão no Rio

Movimento nas barcas aumentou 40%; situação foi normalizada à tarde

Clarissa Thomé, O Estadao de S.Paulo

28 de março de 2009 | 00h00

Um milhão de passageiros, de cinco cidades do Grande Rio, foram afetados ontem pela greve de rodoviários, que exigem reajuste de 10% nos salários, ante os 7% oferecidos pelos empresários. Doze ônibus foram depredados por grevistas quando deixavam as garagens em Niterói e São Gonçalo, segundo informou a Federação das Empresas de Transporte de Passageiros (Fetranspor). Ninguém ficou ferido. Os 15 mil rodoviários das cidades de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Maricá e Tanguá decidiram fazer a paralisação numa assembleia realizada na noite de quinta-feira. Na manhã de ontem, os passageiros eram surpreendidos ao encontrar os pontos de ônibus cheios. Vans, Kombis e carros faziam lotação, mas cobravam até R$ 10 para levar os passageiros, num trajeto que normalmente custa R$ 2,20 nos ônibus. A empregada doméstica Maria Rosa Custódio, de 56 anos, chegou ao ponto do ônibus em Pendotiba, Niterói, por volta das 7 horas, mas só conseguiu chegar ao trabalho três horas depois. "Minha patroa foi me buscar. Até as vans passavam lotadas", contou. A polícia reforçou a segurança em terminais rodoviários de Niterói e São Gonçalo. Dois motoqueiros foram detidos no Portão do Rosa, em São Gonçalo, depois de apedrejarem um ônibus da viação Mauá. O trânsito ficou lento durante toda a manhã nessas duas cidades. A paralisação aumentou em até 40% o fluxo das barcas que operam entre o centro de Niterói e a Praça XV, no Rio, e deixou o trânsito na Ponte Rio-Niterói congestionado. No início da tarde, a circulação dos ônibus já havia sido normalizada.

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