Greve de ônibus atinge capital paulista; rodízio é suspenso

Cerca de 2,5 milhões de paulistanos serão prejudicados nesta segunda-feira em razão da paralisação geral das 43 empresas que operam o sistema de transporte de passageiros por ônibus na capital paulista. A decisão saiu no final da noite deste domingo em reunião no Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de São Paulo. Segundo o Sindicato, todas as 46 garagens existentes na cidade ficarão fechadas, inclusive os terminais de ônibus. Caso sejam feitos acordos entre funcionários e as direções das empresas, a greve pode não ter adesão de 100%. A categoria protesta contra as direções das empresas do setor e a São Paulo Transporte (SPTrans) por conta de atrasos no pagamento dos salários, de entrega de tíquetes-refeição e o não depósito de fundo de garantia (FGTS) por parte dos donos das viações de ônibus. Vinte carros da Viação Santa Brígida, que faz algumas rotas das regiões oeste e norte da capital, e outros coletivos da Viação Parelheiros, que atende trechos da zona sul, saíram de suas garagens por volta das 5h, mas tiveram de suspender a operação pois houve ameaça de serem depredados e queimados pelos demais grevistas. Às vésperas do início da licitação para o novo sistema de transporte coletivo na cidade, a paralisação é a segunda queda-de-braço a ser enfrentada pelo secretário dos Transportes da capital, Jilmar Tatto, em uma semana. Além do sindicato, que sempre se declarou contra o novo sistema, a luta deverá se estender até o Tribunal de Contas do Município (TCM). Na sexta-feira passada, o TCM apontou irregularidades na licitação e pediu a suspensão do processo. Tatto acusou o órgão de tomar a medida em "conluio" com as empresas que hoje exploram o sistema de ônibus e disse que a licitação está mantida. Hoje, ao meio-dia, encerra-se o prazo para as empresas entregarem os envelopes com as propostas para o sistema estrutural. Até sexta-feira, nenhuma das empresas ligadas ao Transurb, sindicato patronal, havia retirado as propostas. De acordo com o secretário, entretanto, viações de fora da capital paulista retiraram envelopes para os oito lotes em que a cidade está dividida. "Não ficou um lote. Se as empresas queriam atrapalhar a licitação com a recusa de participar, quebraram a cara", afirmou Tatto. Em princípio, os envelopes devem ser abertos nesta segunda e começará a correr o prazo para recursos. A expectativa de Tatto é concluir o processo em dez dias.Rodízio- Por determinação da Secretário Municipal de Transportes da capital paulista, o rodízio municipal de veículos está suspenso na manhã desta segunda-feira na cidade de São Paulo. Veículos com placas finais 1 e 2 estão liberados para circular das 7h às 10h e das 17h às 20h nas áreas delimitadas, segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), pelo centro expandido da cidade. Trens - A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos(CPTM) teve de aumentar o número de composições em operação por causa da greve dos motoristas e cobradores de ônibus. Uma das linhas de maior movimento é a Variante Leste F, que liga o Brás, centro da cidade, até Calmon Vianna, em Poá. Essa linha opera com a capacidade máxima de trens.

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