Greve de ônibus no Recife é encerrada após Justiça dar reajuste

Foi determinado aumento salarial de 10% a motoristas, cobradores e fiscais; vale alimentação passará de R$ 171 para R$ 300 mensais

Angela Lacerda, O Estado de S. Paulo

30 de julho de 2014 | 18h57

Atualizada às 19h35

RECIFE - Os motoristas, cobradores e fiscais de ônibus do Grande Recife decidiram encerrar a greve iniciada nesta segunda-feira, 28, depois de julgamento de dissídio coletivo pelo Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região (TRT), que concedeu os reajustes reivindicados. Na noite desta quarta, 30, a Justiça do Trabalho determinou o reajuste salarial de 10% e aumento do vale alimentação dos atuais R$ 171 para R$ 300 mensais.

O presidente  do TRT, desembargador Ivanildo da Cunha, garantiu o retorno da normalidade do funcionamento do transporte público a partir da zero hora desta quinta-feira, 31.

Para o presidente do sindicato dos motoristas, Benílson Custódio, o resultado do julgamento foi uma vitória. A categoria pedia 10% de reajuste e vale alimentação de R$ 320. Os empregadores propunham aumento linear de 5% - para salário e vale alimentação - chegando depois a 6,06%. O salário inicial do motorista é R$ 1.605 e o de cobrador R$ 738. O TRT não considerou a paralisação abusiva.

Nos três dias de greve, mais de 70 veículos foram depredados - janelas e para-brisas quebrados, pneus furados - de acordo com o Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros no Grande Recife (Urbana). Um deles foi queimado, no primeiro dia, por passageiros revoltados.

Mais de dois milhões de pessoas foram afetadas no Grande Recife, que é servido por três mil veículos que cobrem 385 linhas, por meio de 18 empresas operadoras. Durante a paralisação, usuários do transporte público enfrentaram  atrasos, longas filas, empurra-empurra e tiveram muita dificuldade para se deslocar.

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