Greve de ônibus prejudica 3 milhões de paulistanos

Segundo a São Paulo Transportes (SPTrans), 3 milhões de paulistanos serão prejudicados com a greve das 39 empresas de ônibus que ocorre desde a zero hora desta segunda-feira em toda a capital paulista. A paralisação foi encabeçada pelo Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus. O protesto é contra as 10.800 demissões que podem ocorrer com o fechamento, por parte da Prefeitura, de sete empresas que estavam sob intervenção e agora passam a ser clandestinas, pois não foram enquadradas no novo sistema de transporte criado pela Secretaria Municipal dos Transportes. As viações que ficaram de fora são: Santa Bárbara, São Judas, Parelheiros, Transportes Urbanos Cidade Tiradentes, América do Sul, Serra Negra, Marazul e Solution Bus.Além da greve, na zona sul, por exemplo, a chuva atrapalha ainda mais o transito da região. Muita gente nos pontos de ônibus ou caminhando pelas ruas, em busca de alternativas para a falta de ônibus. Estações do Metrô lotadas, e lotações também. A greve, segundo o presidente do Sindicato dos Motoristas, Edvaldo Silva, poderá continuar por até seis dias. Muitos trabalhadores, como Eugenio Souza, foi surpreendido pela greve. "Moro aqui na zona sul e só vim saber da greve hoje pela manhã. Vou ver se pego uma lotação", disse. Rodízio - A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) resolveu supender o rodízio municipal de veículos nesta segunda-feira. Carros com placas finais 1 e 2 podem circular em toda a capital inclusive no intervalo entre às 7h e 10h. Estão liberados o estacionamento de veículos nos locais de zona azul e o tráfego nos corredores de ônibus e faixas preferenciais. Os táxis da cidade foram liberados pela Prefeitura para operarem como lotação. Os ônibus intermunicipais, que terminam suas linhas em bairros, estão autorizados a se dirigirem para o centro da cidade, buscando amenizar a falta dos veículos locais. Protesto - Desde o início da madrugada de hoje, dois ônibus já foram incendiados. Um carro da Paratodos foi atacado por funcionários da própria empresa que, ocuparam um dos veículos parados na garagem e, com ele, foram até a Avenida Cupecê, junto à Rua Manoel Alves de Ciqueira, em Cidade Ademar, zona sul, e atearam fogo em outro ônibus da Paratodos que havia saído do pátio da viação. O mesmo procedimento foi realizado por funcionários da Viação Santa Bárbara, que incendiaram um carro da própria empresa na Rua Genaro de Carvalho, em Vila Santa Catarina, região localizada atrás do aeroporto de Congonhas, também na zona sul. Motoristas e cobradores de empresas da zona leste da cidade realizaram protestos na Avenira Aricanduva, zona leste, nesta madrugada.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.