Greve de policiais civis impede até os sepultamentos no Ceará

Maioria das delegacias do Estado está fechada e inclusive serviço pela internet está fora do ar

Carmem Pompeu, especial para O Estado de S.Paulo

05 Janeiro 2012 | 19h12

FORTALEZA - Devido à greve da Polícia Civil, que atinge quase a totalidade das delegacias, os cearenses não estão conseguindo registrar Boletins de Ocorrência (BOs) e nem mesmo obter guias cadavéricas. Até o serviço eletrônico, via internet, foi interrompido nesta quinta-feira, 5.

De acordo com Sindicato dos Policiais Civis de Carreira do Estado do Ceará (Sinpoci), 40 das 50 delegacias do Estado estão paradas. O Exército e a Força Nacional estão atuando apenas no sentido de salvaguardar o patrimônio público, evitando depredações, mas não podem substituir os policiais no serviço burocrático.

Nesta tarde, o governador Cid Gomes (PSB) se reuniu com o comando da Força Nacional, do Exército e com a cúpula da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) no Palácio da Abolição, sede do governo cearense. O grupo avalia contratar escrivães temporários. Uma alternativa seria o empréstimo de pessoal da Polícia Federal.

A comerciante Solange Alves percorreu em vão sete delegacias na tentativa de conseguir uma guia cadavérico para liberar o corpo de um parente que estava no hospital Instituto Dr. José Frota. "O que fazer numa situação dessa? A família não tem condição de embalsamar o corpo", disse.

Embalados pelo motim dos policiais militares e bombeiros, que conseguiram ver atendida a metade de suas reivindicações, os policiais civis do Ceará decidiram radicalizar e parar totalmente os serviços nas delegacias. A categoria reivindica reajuste salarial e luta para que os vencimentos sejam equivalentes a 60% do que ganha um delegado (R$ 8 mil).

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