Greve de policiais militares e bombeiros deve acabar ainda nesta 3ª

Governo deve aceitar 3 das 6 reivindicações; restante deve ser negociado com fim da paralisação

Carmem Pompeu, especial para O Estado de S.Paulo

03 Janeiro 2012 | 22h19

FORTALEZA - Depois de seis dias, pode chegar ao fim a greve dos policiais militares e bombeiros do Ceará. O governador Cid Gomes deve assinar ainda na noite desta terça-feira, 3, um acordo com os manifestantes. A intermediação está sendo feita pela procuradora-geral de Justiça, Socorro França.

Foram atendidas três das seis reivindicações dos grevistas. O governo pagará R$ 859,00 a policiais que atuam no turno C (madrugada) com este valor sendo incorporado ao salário; todos os policiais, sem exceção, saem das 44 horas para 40 horas semanais; será concedida a anistia ampla e irrestrita a todos os que participaram do movimento grevista.

A proposta foi feita pela procuradora por telefone ao comando e os policiais grevistas acampados no prédio da 6ª Companhia do 5º Batalhão da PM, no bairro Antônio Bezerra, se reuniram e aceitaram o que foi sugerido. As outras três reivindicações, o governo só aceitará negociar com a paralisação encerrada.

À noite, policiais civis, que também lutam por reajuste salarial, decidiram voltar à greve, desta vez com adesão de 100%. O sindicato da categoria (Sinpoci) alegou que a Polícia Militar conseguiu promessa de aumento, enquanto a categoria, em cinco meses fez a paralisação conforme a lei e não conseguiu êxito.

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