Greve deixa 48 mil sem aulas em Ribeirão-SP

A greve geral dos servidores públicos municipais de Ribeirão Preto, que entra nesta terça-feira no segundo dia, adiou o início das aulas da Rede Municipal de Ensino da cidade, previsto para hoje, e deixou cerca de 48 mil alunos em casa. Todos os 1.190 professores aderiram ao movimento. Os servidores, que pediam 73,4% de reajuste, agora aceitam receber 16%, a incorporação do abono de R$ 50 aos vencimentos e o reajuste no vale-alimentação. Mas a prefeitura, que pretendia pagar 6% de aumento, subiu a proposta para apenas 8% de reajuste nos salários, concorda com a incorporação do abono e com a correção de 15% no vale-alimentação, índices retroativos a 1° de janeiro. A cidade tem 8 mil servidores na ativa e 3 mil inativos. Cerca de 70% estão parados e só os serviços essenciais estão sendo mantidos.Segundo o secretário de Governo de Ribeirão Preto, Newton Medes Garcia, o reajuste proposto faz com que a despesa com o pagamento da folha dos servidores atinja o limite permitido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que limita os gastos com pessoal em 54%. "Será necessário um esforço muito grande por parte da administração no sentido de conseguir aumentar a arrecadação para poder cumprir com o reajuste", explicou Garcia.Já para Nelson Machado, presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais, a intenção é atingir o índice de 16% de reajuste em reuniões com representantes do poder público durante esta terça-feira. "Só esperamos que as portas estejam abertas", afirmou.

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