Greve depende de reunião com empresários de transportes

Já terminou a reunião da prefeita Marta Suplicy (PT) e do secretário municipal de Transportes, Carlos Zarattini, com o presidente do Sindicato dos Condutores de São Paulo, Edivaldo Santiago da Silva, para tentar encontrar uma solução para o impasse na negociação salarial entre os sindicalistas e o Transurb (sindicato patronal). Caso não haja acordo, a categoria pode entrar em greve a partir de amanhã. Ainda hoje serão realizadas três reuniões para tentar alcançar um acordo. "Acho importante receber o presidente do Sindicato dos Condutores. O que eles querem é justo e correto: reajuste salarial e convênio médico", disse Marta. Ela ficou encarregada de participar da reunião com representantes do Transurb, marcada para às 17h, na Prefeitura, para tentar mediar o impasse. "Espero que tudo corra bem e que a gente não tenha greve. Nós estamos com os trabalhadores, o que pudermos fazer para ajudar, vamos fazer", completou.O presidente do Sindicato dos Condutores, Santiago, disse que há "muita sensibilidade" por parte do governo municipal, mas não descartou a greve nos transportes. "A Prefeitura atendeu nossa solicitação e convocou os empresários. Esperamos que cheguem a um acordo", disse Santiago. Segundo ele, no encontro com a prefeita e com o secretário Zarattini, que durou cerca de meia hora, não se falou em aumento de tarifa nem em subsídio. "A prefeita já se posicionou sobre esses assuntos." Segundo Santiago, haverá uma reunião às 19h no sindicato, para determinar se a categoria entra em greve ou não a partir de amanhã.De acordo com o secretário Zarattini, a participação da Prefeitura na negociação salarial é apenas para tornar viável um acordo entre os empresários de ônibus e os empregados. "A Prefeitura já descartou subsídios e aumento de tarifas, mas acho possível que as empresas façam um gesto para atender às reivindicações dos empregados", disse Zarattini. Zarattini fará uma reunião na secretaria para tratar do esquema de emergência para enfrentar a paralisação nos transportes, se a greve for confirmada. Participam da reunião a CET e a SPTrans. O plano de emergência sugerido por Zarattini deve englobar todos os veículos regulamentados pela Prefeitura para fazer transportes, entre eles táxis, lotações, peruas escolares e ônibus de fretamento. Todos esses veículos estariam autorizados a fazer lotação. Zarattini disse ainda que eles serão alertados a aceitar passes e a cobrar a tarifa usual, de R$ 1,40. Ainda não está definido se haverá liberação do rodízio. Segundo Zarattini, 3,7 milhões de pessoas serão afetadas, caso haja greve. "Esse é o impacto direto."O secretário criticou os empresários do setor que reclamam do prejuízo de R$ 17 milhões por mês. "Eles sempre alegam isso. Aliás, todos os empresários brasileiros alegam prejuízo, os do setor de telefonia, de energia elétrica...", disse, em tom irônico.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.