Greve do Judiciário continua em Araçatuba

Enquanto a greve dos servidores do Poder Judiciário perde força em algumas regiões do Estado, em Araçatuba a categoria decidiu nesta sexta-feira continuar parada e entrar com mandados de segurança contra o presidente do Tribunal de Justiça para tentar impedir o desconto dos dias parados.Dos 350 funcionários do Fórum de Araçatuba, estão parados cerca de 90%. A paralisação completou nesta sexta 52 dias.Segundo Antônio Carlos de Almeida, presidente da associação local dos servidores da Justiça, apesar da ameaça de demissões por parte da presidência do TJ, nenhum grevista voltou a trabalhar."Pelo contrário, tivemos duas novas adesões, de colegas que ficaram revoltados com a pressão do tribunal", disse Almeida.Segundo ele, a associação contratou um advogado para preparar mandados de segurança individuais para todos os grevistas que pretendem garantir o pagamento integral de seus salários.As ações serão ajuizadas diretamente no TJ na próxima semana. Os grevistas de Araçatuba também decidiram denunciar os colegas que não aderiram à paralisação, mas não estariam trabalhando, apesar de marcarem o ponto."Esses servidores atrapalham nosso movimento reivindicatório e estão sendo desonestos com o Poder Judiciário, pois marcam o ponto e depois vão para casa", afirmou Almeida, sem citar nomes.Na semana passada, os grevistas retiraram dos cartórios vários computadores, impressoras, mesas e cadeiras, que eles compraram com seu próprio dinheiro.A medida foi para mostrar à população que o Tribunal de Justiça não equipa os fóruns satisfatoriamente. "Estamos colhendo assinaturas para apoiar a proposta do comando da greve para a criação de uma CPI do Judiciário paulista", informou Almeida."Suspeitamos de que o tribunal rouba a gente, pois há dinheiro para aumentar salários de juízes e desembargadores, mas falta para dar reajuste a nós e para aparelhar os fóruns", completou.

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