Greve do Metrô começa à 0h de terça-feira

Mais de 2,5 milhões de passageiros vão ficar sem o metrô para se locomover amanhã. Hoje à noite, uma assembléia do Sindicato dos Metroviários decidiu que seus oito mil funcionários entrarão em greve por 24 horas desde à 0h. A Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) anunciou que fará uma operação especial, reforçando as frotas de ônibus. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) liberou o rodízio e a zona azul, além do estacionamento inclusive onde há placas de proibição. Uma liminar do juiz João Carlos de Araújo, do Tribunal Regional do Trabalho (TRT-SP), concedida hoje, obriga que 80% dos trens circule durante todo o dia e 100% no horário de pico. A liminar prevê multa diária de R$ 200 mil, mas a determinação não deverá ser cumprida. A principal reivindicação dos metroviários é o pagamento do reajuste de 18,13% garantido por decisão do Tribunal Regional do Trabalho, em maio. A Companhia do Metropolitano não concedeu o reajuste, que deveria ter sido sido pago no adiantamento quinzenal, na semana passada, e recorreu ao Tribunal Superior do Trabalho, em Brasília. O TST deve divulgar até quarta-feira se acata ou não a liminar ou se marca mais uma audiência de conciliação. "Sabemos o transtorno que isso causa à população. Mas espera e negociação tem limite. A categoria esperou, em busca de negociação, e o Metrô abusou do direito de não cumprir uma decisão judicial", disse o presidente do sindicato, Flávio Godói, que apoiou o não cumprimento da liminar obrigando a circulação de no mínimo 80% dos trens. "É um absurdo. Em alguns horários normalmente circulam 40% dos trens. Cumprir essa determinação seria não fazer a greve. O Metrô não está cumprindo o que decidiu o TRT", completou. O Sindicato também exige 100% de horas extras e adicional de periculosidade de 10% para supervisores, agentes de segurança e funcionários das bilheterias. O TRT marcou uma audiência de conciliação para amanhã, às 14h15. Em Brasília, o secretário de transportes metropolitanos Jurandir Fernandes, e o presidente do Metropolitano, Luis Carlos David, foram ao TST. O Sindicato, por sua vez, marcou outra audiência para amanhã, às 18h, para avaliar o dia de greve e decidir pela continuação do movimento.

Agencia Estado,

16 Junho 2003 | 21h09

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