Greve do Metrô de São Paulo continua

Os metroviários da capital paulista decidiram na noite desta terça-feira, em assembléia, continuar a greve iniciada hoje. Durante à tarde, as mais de três horas de negociações entre o Metrô e o sindicato não foram suficientes para encerrar a paralisação, que prejudicou mais de 2,5 milhões de pessoas. As duas partes voltam a se encontrar amanhã, desta vez no Tribunal Superior do Trabalho, em Brasília, para outra audiência de conciliação. Independentemente do resultado da audiência, o mais provável é que os metroviários voltem a trabalhar na quinta-feira. A decisão sai em uma assembléia marcada para às 15h. Dirigentes do sindicato chegaram a dizer, na saída da audiência, que levariam à categoria a proposta de a greve terminar. Na hora da assembléia, porém, a proposta foi de que a greve fosse mantida. "A categoria está indignada com o que o Metrô está fazendo. E eles não aceitaram nenhuma proposta feita na audiência de conciliação", disse o presidente do sindicato, Flávio Godói. Os metroviários exigem pagamento do dissídio da categoria, de 18,13%, já determinado pelo TRT e relativo a maio. O Metrô entrou com recurso no Tribunal Superior do Trabalho (TST) e diz que só pode pagar 8% de reajuste e dois abonos de 48%, em agosto e fevereiro de 2004. "Mais que isso e nós comprometemos a saúde financeira da empresa", disse o gerente de recursos humanos do Metrô, Fábio Nascimento.

Agencia Estado,

17 Junho 2003 | 20h50

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