Greve do Metrô é suspensa, e trens voltam às 14 horas

Metroviários aceitam reajuste de 4,25% nos salários e 4,09% nos benefícios

Agencia Estado

15 de junho de 2007 | 02h51

Os trens do Metrô de São Paulo vão voltar a funcionar aos poucos a partir das 14 horas desta quinta-feira, 14, segundo disse o presidente do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, Flávio Godoy, à Rádio Eldorado. A expectativa é que, durante a tarde, as operações do Metrô estejam restabelecidas por inteiro.Os metroviários aceitaram a proposta de ajuste de 4,25% para salários e 4,09% para benefícios, disse Godoy. A greve prejudicou a vida de 3 milhões de usuários do Metrô paulistano e deixou o trânsito caótico na cidade, que teve recorde de congestionamento às 9 horas, quando havia 172 quilômetros de trânsito parado. Pela manhã, um comunicado oficial do Metrô informava que a companhia classificava as reivindicações dos metroviários como abusivas e repudiava "a greve promovida pelo Sindicato dos funcionários do metrô, numa assembléia que reuniu menos de 5 por cento dos membros dessa categoria. A paralisação representa um gesto de extremo desrespeito para com 3 milhões de pessoas que precisam do metrô para chegar ao seu trabalho, a suas escolas ou aos hospitais a procura de atendimento médico".A Companhia do Metrô lembrou que, neste ano, esta é a segunda greve promovida pelo sindicato. "A anterior teve motivação política, e incluiu ações de sabotagem, castigando a população trabalhadora de São Paulo, que mantém o metrô e os salários dos seus funcionários, ao pagar as passagens e os impostos", diz nota da empresa.TrânsitoPor conta da greve do Metrô, o trânsito ficou caótico em São Paulo na manhã desta quinta. Às 9 horas, o índice de congestionamento chegou a 172 quilômetros e bateu recorde do ano. Às 10 horas, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) registrou 147 quilômetros de lentidão, número era bem superior a média de 64 quilômetros.Às 10 horas, a Marginal do Tietê apresentava os piores pontos de lentidão da capital. No sentido Castelo Branco, havia 12,5 km de lentidão, entre as pontes Imigrante Nordestino e da Casa Verde, e no sentido contrário, da Ayrton Senna, eram registrados mais 8,1 km de trânsito pesado, da Avenida Doutor Gastão Vidigal até a Ponte do Limão. A Radial Leste tinha 8 quilômetros de congestionamento, entre a Praça Divinolândia e o Viaduto Pires do Rio. (Colaboraram Elvis Pereira, Milton F. Da Rocha Filho e Leda Letra.)Texto alterado às 12h08 para atualização de informações.

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