Greve do metrô paulista prejudica cerca de 2,5 milhões de pessoas

A capital paulista amanhece nesta terça-feira sem o Metrô. A greve deve prejudicar cerca de 2,5 milhões de passageiros. Os metroviários decidiram, em assembléia realizada nesta segunda-feira, entrar em greve, por 24 horas. A paralisação é um protesto contra o descumprimento, por parte da direção do Metrô, da decisão do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) que garantiu um reajuste salarial de 18,13%. A categoria deverá realizar nova assembléia nesta terça-feira para avaliar o movimento. É a primeira greve no sistema neste ano. Conseqüências - Em razão da paralisação dos trens de metrô, a Companhia de Engenharia de Tráfego(CET) suspendeu o rodízio nos horários de pico. Veículos com placas finais 3 e 4 estão liberados para circular livremente no centro expandido da cidade durante todo o dia. Também foi liberado o estacionamento de veículos nas áreas de Zona Azul sem a utilização dos talonários. Um maior número de operadores de tráfego, os marronzinhos, estarão nas ruas para orientar os motoristas. De acordo com a São Paulo Transportes (SPTrans), o número de ônibus circulando na capital será maior hoje, dentro da já conhecida operação Paese. A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) vai estender a operação de horários de pico para atender os passageiros do Metrô. As linhas que servem a estação Brás (que faz interligação com o Metrô) vão operar com o número máximo de trens. Mas a estação Corinthians-Itaquera (na linha E da CPTM, que liga o Brás a Guaianazes) ficará fechada para em embarque e desembarque, por causa da greve. As empresas que operam as 14 linhas intermunicipais e que têm ponto final no Terminal Parque Dom Pedro II colocarão à disposição do usuário um número de veículos em operação e outras linhas podem ser prolongadas até as estações do Metrô.

Agencia Estado,

17 Junho 2003 | 06h04

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