Greve do Metrô prejudica 3 milhões de pessoas em São Paulo

Acordo sobre reajuste salarial pode por fim à paralisação até ao meio-dia

Agencia Estado

15 de junho de 2007 | 02h51

A greve dos funcionários do Metrô de São Paulo, nesta quinta-feira, 14, prejudicou cerca de 3 milhões de passageiros. Em tentativa de acordo, o governo propôs um reajuste salarial de 4,25% e a paralisação pode terminar por volta do meio-dia. O secretário estadual de Transportes Metropolitanos, José Luiz Portella, a direção do Metrô e representantes do Sindicato dos Metroviários, fecharam acordo em reunião que durou até às 2h30 desta madrugada. Segundo o secretário, o governo aumentou a proposta de reajuste de 4,25% para salários e 3,09% para benefícios, ao invés dos 3,37% propostos anteriormente. Os 9,98% exigidos pelos servidores como aumento real no salário, segundo o secretário, está muito acima da inflação, o que ficaria inviável para o governo.Além disso, Portella garantiu que analisará as outras reivindicações dos metroviários, que incluiu uma lista de 20 itens - antes eram 98, mas o número caiu para viabilizar um acordo.O acordo ainda terá de ser aprovado em assembléia pela categoria. O secretário havia pedido para que o sindicato antecipasse para às 9 horas a assembléia desta quinta-feira, que estava marcada para o período da tarde. Contudo, Flávio Godói, presidente do Sindicato dos Metroviários, informou que conseguiria iniciar a assembléia, na melhor das hipóteses, por volta das 10 horas e que, em caso de aprovação da volta ao trabalho, o Metrô reiniciaria as operações ao meio-dia.Segundo o secretário, a categoria não quis esperar pelo processo de negociação e deflagrou a greve. "Nós repudiamos este tipo de atitude. Eles (os metroviários) têm de entender que quando ocorre uma negociação desta há várias pastas envolvidas no caso, pois o caixa do governo é único e para se chegar num valor é preciso esperar por um processo de análise. Nossa preocupação era a de não aumentar a tarifa, senão a população é penalizada", afirmou Portella.A CET suspendeu o rodízio de carros com placas finais 7 e 8. O Plano de Apoio entre Empresas de transporte em Situação de Emergência (Paese) já foi acionado pelo Metrô para "minimizar os transtornos que serão causados aos usuários e à população em geral".Para conta da paralisação, a São Paulo Transportes (SPTrans) desviou o destino de linhas de ônibus que fazem final nos terminais metroviários, fazendo-os seguirem até o centro da cidade ou outro ponto mais estratégico. A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) reforçou sua operação, especialmente na zona leste da capital. Já a Polícia Militar aumentou o policiamento para evitar tumultos.Texto atualizado às 10h13.

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