Greve mostra insatisfação da categoria, diz sindicato da PF

Paralisação de 24 horas atinge ao menos seis Estados brasileiros; policiais querem reetruturação de carreira

Agência Brasil,

10 de dezembro de 2008 | 14h42

O presidente do Sindicato dos Policiais Federais (Sindipol) de Brasília, Luís Cláudio Avelar, esclareceu nesta quarta-feira, 10 que a greve de 24 horas tem o objetivo de demonstrar a insatisfação da categoria. "Nenhum policial está satisfeito. O projeto de lei orgânica que nos foi apresentado não atende o que pedimos. Não estamos falando somente de salário, estamos falando de carreira, de valorização do policial".   Veja também: Anac descarta apagão aéreo no fim do ano Com paralisação da PF, Cumbica tem quase 15% de atrasos   A aprovação na Câmara dos Deputados da Proposta de Emenda à Constituição 549/2006, que equipara os salários dos delegados de polícia aos do Ministério Público, levou os policiais federais e civis de todo o país a paralisar as atividades por 24 horas. Segundo Avelar, outras manifestações estão programadas. "Estamos tratando da nossa dignidade. No entanto, isso não é greve, é uma paralisação. Queremos negociar com algo palpável, pode ser que esse movimento encerre".   As atividades essenciais como custódia de presos e plantões judiciários serão mantidos, mas serviços como oitivas, atendimentos a estrangeiros e a bancos, por exemplo, estarão suspensos. A paralisação teve início às 8 horas nos Estados da Bahia, Paraná, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina, de acordo com a Fenapef, que ainda não tinha informações sobre a paralisação nos Estados do Norte e Nordeste.

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