Greve na Aerolíneas afeta passageiros no Brasil

Em SP, no Rio e em Florianópolis, vôos foram cancelados e houve atrasos de até 17 horas

O Estadao de S.Paulo

14 de janeiro de 2008 | 00h00

Problemas de operação da empresa Aerolíneas Argentinas em Buenos Aires afetaram ontem passageiros em aeroportos brasileiros. Em Cumbica, Guarulhos, dos quatro vôos da empresa previstos para a capital argentina, dois foram cancelados e dois tinham previsão de atraso. O vôo 01240, com saída às 10h35, foi remarcado para 21h20. Apesar da confusão, a empresa não havia cancelado o vôo previsto para sair hoje de Guarulhos às 10h35.No Aeroporto Tom Jobim, no Rio, dos dois vôos previstos ontem para Buenos Aires, um foi cancelado e outro registrou atraso de quase 18 horas. A decolagem estava marcada para 1h50, mas a aeronave chegou ao pátio somente às 19h10. A empresa confirmou os dois vôos para a capital argentina previstos para hoje. A Aerolíneas também causou problemas em Florianópolis. Um vôo com decolagem prevista para 9h30 de ontem foi remarcado para 0h30 de hoje.Funcionários da Aerolíneas em Buenos Aires entraram em greve no sábado, mas ontem retomaram gradualmente o serviço. No principal aeroporto da Argentina, Ezeiza, o caos que tomou conta do saguão na sexta-feira e no sábado - e incluiu a depredação dos guichês da Aerolíneas - acabou ontem. Os vôos começaram a ser regularizados, de forma a embarcar os mais de 3 mil passageiros que ainda ontem esperavam seus vôos. A espera, em média, foi de 24 horas. No entanto, alguns clientes da Aerolíneas enfrentaram esperas de até 52 horas. No sábado, o pior dia, um total de 5 mil passageiros ficou retido. Um grupo mais irritado agrediu uma comissária e os pilotos entraram em greve. No meio da noite, executivos da Aerolíneas negociaram com os funcionários e passageiros até que conseguiram um acordo para retomada das operações. Mesmo assim, a Aerolíneas ignorou os pedidos de ressarcimento financeiro ou de pagamento de hotéis durante a espera. No máximo, distribuiu alguns refrigerantes. ARIEL PALÁCIOS, CORRESPONDENTE E BRUNO PAES MANSO

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