Greve na CET atingiu mais a zona norte de São Paulo

A região da cidade mais prejudicada foi a zona norte. Na Ponte da Casa Verde, que liga a Avenida Brás Leme, em Santana, à zona oeste, o trânsito esteve lento durante toda a manhã. Os motoristas levaram, em média, uma hora a mais do que o habitual para percorrer a avenida. "O trânsito aqui já é complicado, mas hoje está pior ainda. Faz uma hora que estou na Brás Leme", reclamou o vendedor Carlos Gomes.A professora Aglai Motta, que mora em Santana, quase desistiu de ir ao supermercado, na Barra Funda. "Estou há mais de meia hora nessa lentidão. Está insuportável."O operador de crédito Herbert Câmara gastou mais de 40 minutos para percorrer um pequeno trecho da avenida. "Esse é o tempo que levo, normalmente, para fazer meu trajeto todo até o trabalho. Isso aqui tá infernal." Dois homens da Guarda Civil Metropolitana (GCM) fizeram o policiamento e tentaram organizar o trânsito no local, mas a faixa reversível não foi instalada, o que acarretou um grande congestionamento ao longo da avenida.Segundo os guardas, não havia instrumentos para ativar a faixa. Os cones usados pela CET estavam presos com corrente e cadeado a um poste de sinalização. Na zona sul, o motorista encontrou dificuldades de tráfego na região do Palácio dos Bandeirantes, porque a faixa reversível também não foi acionada.Na região central, o trânsito ficou quase parado, por volta das 10 horas, por causa de uma obra no corredor de ônibus da Avenida General Olímpio da Silveira, perto da Estação Marechal Deodoro. O motorista chegou a enfrentar 40 minutos para sair da Rua Turiaçu e entrar na avenida.Além do excesso de ônibus, não havia nenhuma orientação no trânsito, serviço que é feito normalmente pelos marronzinhos durante todo o dia. Em dias normais, não há registros de congestionamento no local fora do horário de pico.Alguns funcionários, principalmente marronzinhos, não aderiram ao protesto e trabalharam em esquema de emergência. Um dos pontos mais movimentados da cidade, a Radial Leste, que liga a zona leste ao centro, não foi prejudicado. Por volta das 7 horas, cinco agentes cuidavam do trânsito no local.As duas faixas de conversão foram acionadas. O trânsito lento, segundo os motoristas, era comum para uma sexta-feira naquele horário.Um acidente, por volta das 6 horas, com um caminhão basculante de Carapicuíba, de placa CVP-5822, na Ponte Jânio Quadros (antiga Ponte da Vila Maria), congestionou a Marginal do Tietê no sentido Penha-Lapa. O motorista Miguel Mônaco, de 68 anos, morreu no local.A Polícia Militar atendeu à ocorrência e desviou o trânsito, mas a demora na remoção do corpo causou lentidão. A pista expressa ficou interditada por mais de três horas, porque a Polícia Técnica demorou para chegar ao local.O congestionamento se refletiu no trânsito das saídas da Ponte Aricanduva, da Avenida Salim Farah Maluf e da Rodovia Ayrton Senna. Segundo a polícia, a caçamba da carreta estaria erguida, o que provocou a batida da cabine com o teto da ponte.

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