Greve na Unicamp tem adesão mínima

Menos de 3% dos funcionários da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) aderiram à paralisação de um dia marcada para hoje, informou a assessoria de imprensa da universidade. O Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp (STU), que representa 7,7 mil servidores, preferiu não arriscar números, alegando que o levantamento não havia sido feito.A paralisação foi acertada na sexta-feira passada, mas não contou com o apoio dos professores, que optaram por aguardar os resultados das negociações desta segunda-feira, em São Paulo. A assessoria de imprensa da Unicamp informou ainda que não houve prejuízo a nenhum setor da universidade e os alunos tiveram aulas normalmente.De acordo com o diretor do STU, João Batista Moraes Moreira, os trabalhadores da universidade campineira querem a definição de uma política salarial para o segundo semestre deste ano. Ele lembrou que professores e trabalhadores pediram 16% de reajuste e receberam a contraproposta de 8%. Moreira explicou que os funcionários querem a garantia de que, se houver excedente na arrecadação da Unicamp no segundo semestre, parte dos valores seja repassada aos salários. Por isso insistem na definição da política salarial deste ano, antes da próxima data-base da categoria. ?É preciso haver consenso?, alegou. Representantes da Associação dos Docentes da Unicamp (Adunicamp) foram hoje até a capital paulista para uma nova rodada de negociações. Na quarta-feira, está prevista uma assembléia para discutir as propostas apresentadas pelo Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp).

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