Greve pára metade da frota de ônibus de Recife

No primeiro dia da greve de motoristas e cobradores das 17 empresas de ônibus que cobrem o Recife e região metropolitana, hoje, poucos veículos circularam no início da manhã. Por volta das 10 horas, porém, a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) já estimava que 40% da frota de 1,6 mil veículos estava nas ruas. Este percentual chegou aos 50% à tarde, em cumprimento a decisão da Justiça do Trabalho, que acatou pedido do Governo do Estado e determinou que metade dos grevistas retornassem à atividade, considerada essencial, sob pena de multa de R$ 50 mil diários a ser paga pelo Sindicato dos Rodoviários. Com salários mensais de R$ 860,00, R$ 400,00 e R$ 560,00, respectivamente, os motoristas, cobradores e fiscais reivindicam aumento de 24,8% e não aceitaram a última proposta patronal, de reajuste de 5%. Até o início da noite se realizava uma reunião de conciliação na Justiça do Trabalho entre grevistas e donos de empresas. A perspectiva de retorno ao trabalho não estava descartada. Candidatos a substitutos dos grevistas lotaram garagens de empresas de ônibus logo cedo e muitos deles foram contratadosde forma emergencial como motoristas e dirigiram coletivos sem usar uniformes.Kombis-lotação clandestinas voltaram às ruas levando passageiros por R$ 2,00 (a passagem mais barata de ônibus é R$ 1,30) e também carros particulares aproveitaram a greve para lucrar com o transporte de passageiros. As kombis e vans regulamentadas, que fazem o transporte complementar, foram autorizadas a circular no centro do Recife durante a paralisação.

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