Greve prejudica biblioteca

Carta 19.100 Sou um cidadão prejudicado pelos serviços prestados pela Biblioteca Nacional, que não cumpre os prazos do escritório de direitos autorais. Como é que o serviço de registro de obras pode exceder o prazo de 90 dias (estabelecido pelo próprio órgão) com a desculpa de que houve greve? Nem é preciso entrar nas razões jurídicas que amparam os profissionais prejudicados para afirmar que tal serviço é de caráter imprescindível, devendo manter um andamento mínimo para não prejudicar cidadãos que não devem ficar à mercê de problemas políticos e administrativos do serviço público. O profissional prejudicado é aquele que tem determinada atividade como principal fonte de renda. E será justo que alguns descumpram as obrigações de forma inconseqüente, prejudicando o trabalho de outros? Enviei esta queixa para o Ministério da Cultura e a encaminho ao jornal na esperança de fazer com que os leitores reflitam sobre a qualidade do serviço público brasileiro. RODRIGO PALOMARES DOMINGOS Capital A Fundação Biblioteca Nacional responde: "O atraso ocorreu por causa da greve dos servidores do Ministério da Cultura, cujas reivindicações são de amplo conhecimento público. O trabalho voltou à normalidade e, na medida do possível, o Escritório de Direitos Autorais da Fundação Biblioteca Nacional começou a colocar em dia todos os pedidos de registro que estavam atrasados. Temos a expectativa de normalizar o serviço de registro de obras intelectuais até o final deste ano." Carta 19.101 Escola responde A Uninove não respeita os alunos, que enfrentam diariamente filas enormes para entrar na unidade Vila Maria, devido aos cartões eletrônicos. Fui impedida de entrar por causa de um cheque de 2004 (pago), que aparece no sistema como dívida. Além de ter o acesso impedido, corri o risco de perder o apoio do Programa de Financiamento Estudantil. A situação é caótica para os alunos que dependem da secretaria e do setor financeiro, pois esperamos horas em fila, para obter respostas vagas. Se até os bancos têm lei para o tempo nas filas, creio que as escolas também deveriam tê-las. As universidades privadas lotam as salas mas esquecem de atender bem os alunos - que pagam caro. ANA REGINA DA SILVA Jardim Japão A Uninove responde: "A situação financeira da aluna está regularizada; não há pendências. Em ref. ao atendimento da secretaria, buscamos atender os alunos agilmente e com qualidade, mas há casos em que são necessárias verificações, o que pode atrasar o atendimento. Para agilizar, fazemos uma triagem para que o aluno possa sanar dúvidas e adiantar o procedimento para resolver o caso. Nesse serviço, o tempo de espera máximo é de 20 minutos. Lamentamos o transtorno e trabalharemos cada vez mais para melhorar os serviços. Se a aluna quiser nos contatar, no portal (www.uninove.br) há o programa Sem Dúvida, para dúvidas e sugestões, no link Fale Conosco. Ficaremos felizes em atendê-la." PATRÍCIA ABUD MONTEIRO - Marketing Carta 19.102 Ecos da greve no metrô Estou indignada com a administração da Faculdade Associadas de São Paulo. No dia 2/8, a cidade estava um caos por causa da greve do metrô; os ônibus estavam lotados e liberaram o rodízio. Liguei para a FASP e disseram que haveria aula, portanto saí mais cedo do trabalho, em Mauá, para ir à escola. Atravessei São Paulo de táxi, mas havia apenas mais um aluno na classe, e não houve aula. Por que não dispensaram os alunos? Do que adianta a Fasp cumprir a carga horária se os alunos precisam até andar quilômetros a pé ou pegar táxi, para chegar à faculdade e não terem aula? Hoje (3/8) a greve continua, e se eu ligar para a escola, certamente dirão que haverá aula. VIVIAN LOPES Bela Vista A Fasp responde: "A reclamação se faz justa em ref. à atitude do professor, pois ele deveria ter seguido as recomendações internas e dado aula, mesmo com poucos alunos. Essa é a diretriz da Instituição. Temos um rigoroso calendário acadêmico a ser cumprido em relação às horas/aula do programa, o que nos impede de cancelar aulas devido a eventos não planejados. Enviamos a queixa da aluna para o diretor acadêmico, que tomou providências internas. O professor e o coordenador do curso, sob orientação do diretor acadêmico, já justificaram o ocorrido para d. Vivian."

O Estadao de S.Paulo

07 Setembro 2017 | 00h00

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