Grevistas da PM-BA são libertados

Dezoito dos 22 policiais militares apontados como líderes da tentativa de greve em três unidades da Polícia Militar da Bahia, no início de janeiro, foram libertasdos nesta terça-feira à noite, por determinação do juiz Virgílio Abelardo, da Justiça Militar no Estado. Eles ficaram mais de 30 dias presos no 10º Grupamento do Corpo de Bombeiros, na região metropolitana de Salvador. Os alvarás de soltura que revogaram as prisões preventivas dos grevistas também beneficiam os quatro grevistas sob custódia no Ministério da Justiça, em Brasília, onde se apresentaram (após alguns dias foragidos) temendo represálias nos quartéis da PM baiana. Eles devem ser liberados até a noite desta quarta-feira. Os outros quatro grevistas - são 26 acusados de liderar a quartelada do início do ano - permanecerão presos até que a Justiça julgue seus pedidos de relaxamento de prisão, o que deve ocorrer nos próximos dias. Os policiais baianos lutam por um piso salarial de R$ 1.200 e no ano passado conseguiram paralisar a corporação por 13 dias, provocando um verdadeiro caos na Bahia. Em janeiro, diante da negativa do governo baiano de negociar o aumento salarial, grupos de PMs insatisfeitos tentaram organizar uma nova greve, mas foram reprimidos pela Secretaria de Segurança Pública, que tomou as três unidades invadidas pelos grevistas e prendeu os líderes do movimento.

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