Grevistas depredam 30 ônibus em São Paulo

No segundo dia consecutivo de greve, motoristas e cobradoresde ônibus de três empresas ligadas ao Consórcio Aricanduva, que serve a zona leste da capital paulista, depredaram 30 ônibus que cumpriam o plano de emergência montado pela São Paulo Transporte (SPTrans) para cobrir as linhas prejudicadas. De acordo com a assessoria de imprensa da SPTrans, dos veículos atacados pelos sindicalistas, 22 são da empresa Cidade Tiradentes, dois da Brasil Luxo e outros seis daViação São Judas. No início da noite ontem, 14 ônibus da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU), que atendem linhas intermunicipais, cumpriam uma linha especial do mesmo plano de emergência e tiveram os pneus furados e os vidrosapedrejados pelos grevistas.Com as depredações, o Plano de Auxílio a Empresas em Situação de Emergência (Paese) foi suspenso. Para minimizar o problema que atinge cerca de 570 mil usuários, a SPTrans tomou uma série de medidas emergenciais. Uma delas é a flexibilização do sistema de lotação. Mesmo as peruas não autorizadas para o transporte na região, como o Táxi-Lotação e as lotações não regulamentadas, têm permissão de cumprir o itinerário das linhas prejudicadas, desde que a tarifa de R$ 1,40 seja mantida. A via livre foi suspensa na Radial Leste e na avenida Celso Garcia. Assim, as vias reservadas para ônibus funcionam para todos os tipos de veículos, inclusive as lotações. Foi criada, ainda, uma linha emergencial que vai do Terminal São Mateus até oParque Dom Pedro. Os grevistas protestam contra o não pagamento dos salários do mês de outubro. Segundo a SPTrans, as empresas se comprometeram a efetuar o pagamento no próximo dia 8, sexta-feira, mas os funcionários não aceitaram a proposta e exigem o pagamento imediato.

Agencia Estado,

07 de novembro de 2002 | 15h53

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