Grito dos Excluídos reúne 90 mil pessoas em Aparecida

O Santuário Nacional de Aparecida foi palco de protestos contra o desemprego e a exclusão social no Dia da Independência do Brasil. Cerca de 90 mil pessoas participaram do 10º Grito dos Excluídos e da 17ª Romaria dos Trabalhadores, na praça João Paulo II, em Aparecida, a 170 quilômetros de São Paulo.Os manifestantes enfrentaram um sol forte e por quase uma hora gritaram palavras de ordem e levaram faixas de protestos. Fogos, balões e fitas nas cores da bandeira brasileira completaram o cenário. Uma das faixas pedia que Nossa Senhora Aparecida derrubasse do trono os poderosos em prol dos humildes.Segundo o coordenador nacional do Grito dos Excluídos, Ari Alberti, foram realizados 1.800 atos em todo País. "A intenção é contribuir para que o nível de conscientização da população com relação aos problemas do País se eleve e isso nós temos conseguido nesses dez anos". Para ele, a Independência, anunciada por Dom Pedro I em 1822, ainda está longe de ser conquista e exige muita luta. "Independência é ter terra para trabalhar, posto de saúde para ser atendido, escola, moradia e uma política pensada para atender o povo brasileiro".O líder nacional do MST, João Pedro Stédile, que participou do ato, disse que "o Grito é para enfrentar o desemprego, aumentar o salário dos brasileiros". Para ele, o movimento pode não surtir efeitos imediatos, mas tem o principal objetivo atingido: a conscientização cada vez maior dos brasileiros. "Dez anos de Grito e o que temos é cada vez mais gente consciente".Depois do ato, os manifestantes assistiram à missa celebrada pelo arcebispo de Aparecida, dom Raymundo Damasceno, que destacou a importância do Grito dos Excluídos como uma "legítima manifestação popular pelos direitos sociais ao trabalho, justiça e vida digna".

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