Grupo ataca homossexuais na saída de boate em SC

Sete homens entre 20 e 26 anos foram levados à Central de Polícia de Florianópolis na madrugada de domingo por agredirem um grupo gay na saída de uma boate, mas acabaram liberados porque preconceito sexual não é crime. Segundo o delegado Verdi Furlanetto, apenas dois agressores ficaram detidos: um porque portava uma arma raspada, e outro por ter ofendido um dos seguranças da boate com palavrões de agressão racial. Os outros cinco foram indiciados por lesão corporal, que não implica detenção. De acordo com relatos de testemunhas, os agressores teriam combinado o ataque por volta das 4h de domingo, quando estavam em dois carros estacionados diante de um supermercado. Eles teriam prometido "dar garrafadas" em alguém. Dali, foram para as imediações da boate Concorde, onde estava o grupo de homossexuais e começaram as agressões com socos e pontapés. A Polícia Militar chegou rápido e pôs fim à briga. Embora o fato de raspar a cabeça não identifique ninguém como integrante de gangues de skinheads, o fato de os agressores estarem vestidos com roupas pretas ou camufladas e botas de couro poderia indicar que se tratava de um grupo organizado. "Neste caso eles tiveram sorte, pois a polícia veio logo. Mas as agressões estão cada vez mais freqüentes, e só sai no jornal quando morre alguém", comentou uma testemunha que não quis ser identificada.

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