Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Grupo com 187 venezuelanos embarca para Manaus, João Pessoa e São Paulo nesta terça-feira

Previsão do governo federal é de que, somando os meses de agosto e setembro, a interiorização inclua outros mil venezuelanos

O Estado de S.Paulo

28 Agosto 2018 | 11h19

SÃO PAULO - Aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) transferiram na manhã desta terça-feira, 28, cento e oitenta e sete venezuelanos que estavam em Boa Vista(RR). Sessenta e cinco foram levados para Manaus, 69 para João Pessoa e outros 53 para São Paulo.

Esse é o primeiro grupo dessa sexta etapa do processo de interiorização dos venezuelanos. De acordo com a Casa Civil, ainda antes do embarque, os órgãos envolvidos no processo, as autoridades locais e a coordenação dos abrigos definem estratégias para garantir o atendimento de saúde aos refugiados, a matrícula das crianças em escolas, além da garantia de um reforço para o ensino da Língua Portuguesa e cursos profissionalizantes. Outra medida é voltada para o setor privado, que tem sido incentivado a absorver essa mão de obra.

Ao todo, ao longo da semana, serão transferidas 278 pessoas em aviões da FAB. Na próxima quinta-feira,30, 60 venezuelanos serão levados para a cidade paranaense de Goioerê, 25 para o Rio de Janeiro e quatro para Brasília.

Entre abril e julho deste ano, 820 pessoas foram transferidas de Roraima para sete cidades. A maior parte dos venezuelanos, 287, foi encaminhada para centros de acolhimento em São Paulo.

A previsão da Casa Civil, que tem coordenado a ação, é que, somando os meses de agosto e setembro, a interiorização inclua outros mil venezuelanos. De acordo com o órgão, em setembro, cerca de 400 pessoas devem ser transportadas a cada semana.

Alternativa. A transferência para outras cidades acontece de forma voluntária como uma alternativa para os migrantes que estão vivendo em situação de extrema vulnerabilidade.

A partir da manifestação das cidades que disponibilizam espaços para acolher estas pessoas e do perfil desses abrigos, são identificados os que têm interesse em participar do processo.

Todos os venezuelanos que migram para outras cidades recebem vacina e são submetidos a exames de saúde. A situação deles no país também é regularizada e os migrantes passam a ter CPF (Cadastro de Pessoa Física) e carteira de trabalho.

A ação tem sido feita em parceria entre o governo e organismos internacionais ligados às Nações Unidas, como as Agências para Refugiados (Acnur) e para as Migrações (OIM), além do Fundo de População das Nações Unidas (Unfa) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). INFORMAÇÕES AGÊNCIA BRASIL

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