Tiago Queiroz/AE
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Grupo de parentes se diz frustrado com visita a Recife

Familiares elogiaram trabalho de buscas, mas criticaram informações sobre o encontro de destroços

Talita Figueiredo, O Estado de S.Paulo

05 de junho de 2009 | 18h46

O grupo de parentes levado nesta sexta-feira, 5, a Recife pela Aeronáutica, para acompanhar as buscas, voltou frustrado. Newton Marinho, irmão do mecânico de plataforma de petróleo Nelson Marinho, disse que se sentiu em um teatro. "Fiquei frustrado. Para ver o que vi lá, teria ficado aqui", afirmou. Marinho contou que, ao chegar na base aérea de Recife, por volta das 11h30, o grupo de dez pessoas ouviu explicações de oficiais da Marinha e da Aeronáutica sobre todos os procedimentos adotados nas buscas.

 

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A "palestra" durou cerca de uma hora. Logo depois, embarcaram no avião da Força Aérea Brasileira (FAB) e retornaram ao Rio. O grupo chegou ao hotel na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, onde os parentes estão hospedados, antes das 17 horas. Marinho elogiou o trabalho de busca feito pelo governo brasileiro, mas disse que tinha esperanças de ver parte dos destroços encontrados no mar. Para ele, a ida a Recife "mostrou a realidade", querendo dizer que não há mais esperanças de encontrar pessoas vivas.

 

Os parentes criticaram as informações, depois desmentidas, do Ministério da Defesa, de que havia destroços do avião próximos às ilhas São Pedro e São Paulo. "Isso causa uma diminuição da expectativa de encontrar vida e aumenta a indignação. Foi dito que os destroços seriam do avião, o que gerou uma comoção naqueles que pensavam ainda haver possibilidade de encontrar pessoas vivas ou pelo menos restos da aeronave que esclareceriam o motivo da queda. De repente, veio um banho de água fria", disse Maartem Van Sluys, gerente de hotel, irmão da jornalista Adriana Francisca, que também estava no voo.

 

Maartem tem sido alvo de críticas de parte dos parentes das vítimas. Marco Túlio Marques disse que por pouco não houve uma briga na sala onde ocorrem as reuniões reservadas, no hotel. O advogado afirmou que muitos parentes estão exaltados com Maarten, por, segundo ele, se apresentar como representante das vítimas.

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