Grupo é impedido de fazer protesto na Conferência das Cidades

Em tumulto rápido, cerca de 80 manifestantes foram retirados da área de acesso ao evento pela PM do RS

Elder Ogliari, do Estado de S. Paulo,

15 de fevereiro de 2008 | 19h36

Enquanto administradores municipais, técnicos e estudiosos discutiam a inclusão social e a participação popular do cidadão na Conferência Mundial sobre o Desenvolvimento de Cidades, cerca de 80 manifestantes foram retirados da área de acesso ao Centro de Eventos da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC/RS) pela Brigada Militar, nesta sexta-feira, 15. Veja também: Conferência sobre cidades no RS defende capital social Houve um tumulto rápido, com empurrões e algumas agressões. Ao final, um dos ativistas exibia um corte nas costas, resultado de um golpe de espada que sofreu de um policial. O grupo, formado por militantes ligados ao Encontro Latino-Americano de Organizações Populares Autônomas (Elaopa), que abriga associações de sem-teto, catadores de lixo e entidades comunitárias, queria reivindicar moradia, frentes de trabalho e o fim da repressão dos agentes de trânsito ao tráfego de carroças nas ruas das grandes cidades, informou seu porta-voz Eduardo Rodrigues.  "Queríamos protestar contra essa conferência de executores de programas do Banco Mundial", acrescentou.  A Brigada Militar informou que teve de empregar métodos dissuasivos para retirar os manifestantes porque eles estavam obstruindo a avenida Ipiranga, uma das mais movimentadas da capital gaúcha.  O grupo seguiu escoltado por uma das pistas até chegar a uma rua transversal, de menor movimento.  Desde quarta-feira, 13, a cidade sedia a Conferência Mundial sobre o Desenvolvimento de Cidades - Inovação Democrática e Transformação Social para Cidades Inclusivas do Século 21, organizada pela Unesco. 

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