Amanhecer contra a redução/Facebook/Divulgação
Amanhecer contra a redução/Facebook/Divulgação

Grupo espalha cartazes contra a redução da maioridade penal

Faixas foram fixadas em locais públicos de várias capitais brasileiras entre a noite desta terça-feira e a madrugada desta quarta-feira

Carina Bacelar, O Estado de S. Paulo

29 de abril de 2015 | 13h13

RIO - Praças de todo o País amanheceram com faixas, cartazes e folhetos contra a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos nesta quarta-feira, 29. A ação foi convocada pelas redes sociais, na página do grupo "Amanhecer contra a redução" no Facebook. Ao todo, os ativistas divulgaram que 400 praças em todo o Brasil estavam inscritas na noite desta terça-feira, 28, para receber a mobilização.

"Vamos amanhecer dizendo que acreditamos na garantia de direitos da juventude. Na educação, cultura, saúde, no direito à cidade e à vida", escreve o grupo, que surgiu entre jovens do Rio de Janeiro, em uma das postagens de convocação para o ato no Facebook.

Os materiais foram colocados nos logradouros públicos durante a noite de terça-feira e a madrugada de quarta-feira. 

No Rio, pontos turísticos como os Arcos da Lapa, no centro, tinham faixas contra a redução no início da manhã. O Largo do Machado e a Praça São Salvador, na zona sul, também foram incluídas no ato, assim como uma das passarelas da Avenida Brasil, importante via expressa do Rio. 

O ato mobilizou manifestantes em outras capitais. Em Brasília, ativistas colocaram um cartaz com pipas, símbolos da infância, em frente ao Congresso Nacional. O ato aconteceu ainda em locais públicos de Curitiba e Belo Horizonte, segundo fotos divulgadas pela página do "Amanhecer contra a redução". 

Nesta quarta-feira, está previsto ainda um tuitaço (ação de mobilização no Twitter) às 14h. O alvo dos atos é a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 171, que tramita no Congresso e reduziria a idade mínima de ingresso no sistema penitenciário de 18 para 16 anos. 

A proposta foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, por 42 votos a 17. O texto passará por uma comissão especial que vai discutir o tema por até 40 sessões antes que ele seja apreciado pelo plenário da Casa.

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