Grupo faz ato em sede do Instituto de Pesquisa Jardim Botânico do Rio

Ativistas, entre eles moradores do Horto, exigiam providências do governo para a permanência da comunidade, ameaçada de remoção

Tiago Rogero, O Estado de S. Paulo

08 Agosto 2014 | 20h15

RIO - Cerca de 30 manifestantes ocuparam nesta sexta-feira, 8, a sede da administração do Instituto de Pesquisa Jardim Botânico do Rio, na zona sul da cidade, entre 11h30 e 18h. Houve princípio de confusão no início da ocupação e a presidente do Jardim Botânico, Samyra Crespo, precisou deixar o prédio escoltada. Os manifestantes, entre eles moradores do Horto, exigiam "providências imediatas do Governo Federal para a permanência da comunidade, que se encontra ameaçada de remoção".

"Não houve diálogo e a presidente saiu pelos fundos, escoltada por três policiais federais. Estamos tentando negociar porque a situação do Horto tem de avançar na regularização fundiária. O governo tinha sinalizado que iria retomar o projeto, mas não tomou nenhuma atitude", disse Clara Belato, que não mora no Horto, mas integra o Movimento Nacional de Luta pela Moradia.

Procurada, a presidente do Jardim Botânico informou que não iria comentar a ocupação. 

A comunidade do Horto, segundo os manifestantes, conta hoje com 621 famílias de baixa renda. "Os moradores propõem a retomada do Plano de Regularização Fundiária elaborado pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFRJ, por meio de convênio com a Secretaria do Patrimônio da União, que prevê a manutenção das moradias e a preservação ambiental, evitando os gastos públicos envolvidos no processo de remoção e mantendo a história de 200 anos da comunidade", informaram os manifestantes em comunicado.

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