Grupo faz 'panelaço' contra prisão de deputado no Rio

Natalino Guimarães foi preso, junto com mais 5 pessoas, acusado de comandar mílicia na zona oeste

Talita Figueiredo, O Estado de S.Paulo

22 de julho de 2008 | 15h26

Cerca de 50 pessoas fazem um 'panelaço' na frente da 24.ª Delegacia de Polícia, onde o deputado estadual Natalino Guimarães (DEM) está preso desde a madrugada desta terça-feira, 22. Policiais militares jogaram gás de pimenta para conter a manifestação, de apoio a Natalino.   Veja também: Beltrame exonera deputado acusado de integrar milíciaPolicial acusa deputado por ataque a delegacia   O deputado é acusado comandar um grupo de milicianos na zona oeste da do Rio. Outras cinco pessoas foram presas na casa dele, onde a polícia também apreendeu uma lista com nomes de supostos empregados da milícia e valores (de R$ 300 a R$ 1,7 mil) que seriam pagos a eles semanalmente.   Segundo o delegado Marcus Neves, da 24.ª DP, também foram encontrados na casa um fuzil, duas escopetas, uma submetralhadora, seis pistolas e três revólveres. As seis pessoas foram presas em flagrante sob as acusações de formação de quadrilha, porte de arma, tentativa de homicídio e favorecimento pessoal (na casa havia um foragido da polícia).   Segundo Neves, por volta das 23 horas cerca de 30 policiais cercaram a casa do deputado, em Campo Grande, na zona oeste. A polícia afirma que naquela hora aconteceria uma reunião de milicianos. O delegado disse que houve troca de tiros e que sete pessoas conseguiram fugir. Fábio Pereira de Oliveira, o Fabinho Gordo, que é foragido e supostamente trabalhava como segurança do deputado, foi baleado em uma das mãos.   Dos sete que fugiram, um PM e um ex-PM foram identificados pela Polícia Civil. Natalino negou que tenha participação na milícia. Ele disse que estava chegando em casa quando foi surpreendido pela polícia. Segundo o deputado, os policiais atiraram primeiro e ele correu para dentro de casa, para proteger-se. Ele admitiu que havia uma pistola e uma escopeta na casa.

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