Grupo Mães de Maio entrega carta a Dilma nesta quarta-feira

Criado por parentes de assassinados após ataques do PCC, grupo quer medidas contra a violência

Bruno Paes Manso, O Estado de S. Paulo,

24 Julho 2012 | 22h33

SÃO PAULO - O grupo Mães de Maio, criado em 2006 por parentes de jovens assassinados após ataques do Primeiro Comando da Capital (PCC) em São Paulo, em maio de 2006, vai protocolar hoje, em Brasília carta à presidente Dilma Rousseff cobrando medidas que, há seis anos, não saem do papel - nos âmbitos estadual e federal. Elas acusam integrantes da polícia militar paulista como responsáveis pela morte de parte deles. "Como nada foi feito, a violência volta a se repetir. A falta de ação provoca a sensação de impunidade", diz Débora Maria da Silva, coordenadora do grupo.

Entre as demandas, estão o acompanhamento federal jurídico e político do crescimento da violência no Estado; parecer sobre pedido de federalização dos chamados crimes de maio de 2006, quando 493 pessoas morreram a bala em uma semana, após os ataques do PCC; abolição dos registros de casos de "resistência seguida de morte" nos inquéritos policiais, tidos como inconstitucionais e a criação de uma Comissão da Verdade para crimes policiais praticados na democracia.

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