Grupo pede suspensão de atendimento de presos em hospitais

As entidades médicas do Estado de São Paulo divulgaram uma carta pedindo que os presos não sejam mais atendidos em hospitais comuns públicos ou privados conveniados ao Sistema Único de Saúde (SUS), mas apenas no Centro Hospitalar do Sistema Penitenciário. Argumentam que eles colocam em risco os outros pacientes, funcionários e médicos.´Exigimos a suspensão em todo o Estado do atendimento a presos realizado em hospitais que assistem a população em geral, sejam públicos ou privados conveniados do Sistema Único de Saúde´, relata a carta de quatro entidades paulistas de medicina, Conselho Regional (Cremesp), Sindicato (Simesp), Associação Paulista (APM) e Academia de Medicina, divulgada na quarta-feira, 21. O documento foi encaminhado a diversas autoridades estaduais.As entidades mencionaram o caso de segunda-feira, quando uma quadrilha com 18 homens invadiu a Santa Casa do Jaçanã para resgatar um preso e houve troca de tiros com a Polícia Militar. ´Este não é o primeiro episódio violento de tentativa de resgate de presos assistidos em hospitais gerais no Estado.´ Segundo a SAP, todas as unidades prisionais possuem equipe médica e instalações para atendimentos básicos, mas ´há casos em que o preso precisa de outros cuidados´.Segundo os médicos, na segunda-feira havia apenas 52 presos internados no Centro Hospitalar, com capacidade para 324 pessoas. ´O número de vagas não está sendo totalmente aproveitado pelo fato de o centro estar passando por reformas´, informa a SAP, em nota. A previsão é de acabar a obra no primeiro trimestre de 2007.A secretaria ainda ressalta que o preso atendido na Santa Casa não estava sob sua custódia. A Secretaria de Segurança Pública contabilizou até dia 10 deste mês 43.252 escoltas de presos a hospitais. Para ela, todo o procedimento é planejado.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.