Grupo que seqüestrou ex-nora de Covas é da zona sul

As investigações para a identificação dos seqüestradores de Renata Fonseca Pereira, de 35 anos, ex-mulher de Mário Covas Neto, o Zuzinha, filho do governador Mário Covas, que morreu em março de 2001, estão sendo realizadas pelas equipes da Divisão Anti-Seqüestro (Deas).Os policiais acreditam que os seqüestradores sejam da zona sul e façam parte de um grupo responsável por seqüestros relâmpagos. Os telefonemas gravados pela polícia indicaram que as chamadas telefônicas foram feitas de três bairros da região sul da cidade.Renata foi seqüestrada na noite de quarta-feira, quando dirigia um Toyota Corolla na Avenida Faria Lima, no bairro do Itaim-Bibi, zona sul de São Paulo. Ela ficou 24 horas em poder dos seqüestradores e foi libertada na noite desta quinta-feira, em Santo Amaro, após o pagamento do resgate de R$ 4 mil. Os bandidos pediram R$ 60 mil, mas após vários telefonemas aceitaram a redução.Eles não sabiam que tinham seqüestrado a ex-nora de Covas. Segundo o seqüestrador que negociava o resgate, o grupo queria se livrar da vítima rapidamente. Depois de avisar Renata que o resgate fora pago e ela seria libertada, um dos seqüestradores entregou à mulher duas notas de R$ 10,00 e mandou que voltasse de táxi para casa.O carro de Renata foi encontrado com as portas trancadas na manhã desta quinta-feira, numa rua do bairro do Campo Limpo, na zona sul.O secretário da Segurança de São Paulo, Saulo Abreu, esperava notícias ainda nesta sexta-feira sobre os criminosos que seqüestraram Renata. Segundo ele, foi um seqüestro relâmpago com intenção de sacar dinheiro do caixa eletrônico. "Não foi ação de quadrilha organizada, foi de trombada (roubo)", disse. Na opinião de Saulo, os criminosos "deixaram rastros" e serão presos.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.