Grupo usava morador de rua para burlar Fisco

A Polícia Federal prendeu ontem sete integrantes de uma quadrilha que aliciava moradores de rua e de albergues da capital para forjar operações de câmbio e injetar dólares no mercado paralelo. O golpe permitia ao grupo escapar da fiscalização do Banco Central e da Receita Federal.A investigação foi aberta a partir de reportagens publicadas pelo Estado e Jornal da Tarde no dia 31 de outubro do ano passado. Inicialmente a negociata era realizada na escadaria do Teatro Municipal, mas após a denúncia dos jornais passou a ser feita nas catracas de algumas estações de metrô do centro da capital - o que inspirou o nome dado à ação de ontem, Operação Catraca. No esquema, ao menos dois aliciadores ofereciam R$ 10 para cada laranja que se dispusesse a "emprestar" os documentos e assinar boletos que eram usados para justificar a comercialização de grandes somas de dólares ao BC. A PF estima que o grupo atuava havia dois anos, mas não divulgou os valores fraudados - havia transações de até US$ 17 mil. Ao todo, cinco casas de câmbio de um mesmo grupo e uma agência de turismo foram autuadas - elas pagavam R$ 40 para cada laranja amealhado. Os sete presos na operação responderão pelos crimes contra o sistema financeiro (pena de dois a seis anos de prisão), formação de quadrilha (um a três anos) e lavagem de dinheiro (três a dez anos).

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.