Clarice Cudischevitch/AE
Clarice Cudischevitch/AE

Grupo volta a protestar na frente do prédio de Cabral

Manifestantes pedem o impeachment do governador do Rio, entre outras reivindicações

Clarice Cudischevitch, O Estado de S. Paulo

29 Julho 2013 | 12h03

Atualizado às 14h09.

RIO - Manifestantes voltaram a se concentrar na frente do prédio onde mora o governador do Rio, Sergio Cabral, no Leblon, zona sul. Na manhã desta segunda-feira, 29, cerca de 30 pessoas protestam no local. Elas pedem o impeachment de Cabral, a instauração da CPI dos ônibus, a desmilitarização da polícia, a liberação dos presos em manifestações e perguntam onde esta Amarildo, pedreiro que sumiu após ser levado pela polícia para uma revista, na Favela da Rocinha.

 

O movimento, chamado de "ocupa Cabral", interdita uma faixa da Avenida Delfim Moreira no sentido Ipanema, na altura da Rua Aristides Espínola. Carros passam buzinando em apoio aos manifestantes, que interceptam os ônibus que transportam peregrinos da Jornada Mundial da Juventude, mas por poucos minutos.

Os manifestantes chegaram às 15 horas de domingo, 28, ao local, onde passaram a noite. Eles afirmam que, às 16 horas, um grupo começa a se concentrar na Rocinha para se juntar ao protesto, também para pedir informações sobre Amarildo.

"Nós agradecemos o apoio que São Paulo está dando ao nosso movimento e também retribuímos a forca", afirma Victor Lopes, fazendo referência a um cartaz exibido pelo grupo que diz "fora Alckmin".

Banheiro. Manifestantes relataram que, quando tentaram passar pela Rua Aristides Spinola, onde mora Cabral, para ir ao banheiro em uma pizzaria, foram interceptados por policiais que estão na esquina com a Delfim Moreira. "Não vem me perturbar não, faz lá o seu trabalho de protestar que eu faço o meu aqui", teria dito um dos PMs aos jovens. Os agentes disseram que eles deveriam dar a volta por outra rua.

Segundo o manifestante Renato Garcia, só depois de muita conversa os policiais permitiram a passagem, dizendo que não liberariam o caminho para "baderneiros e mascarados". "Falamos que não tem nenhum baderneiro aqui. É sempre assim, a população tenta o diálogo e eles respondem dessa forma."

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