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Gruta desaba e mata dez no interior do Tocantins durante cerimônia religiosa

Bombeiros participam do resgate e contam com apoio da Defesa Civil; peregrinos se reuniam no local para o Dia de Todos os Santos

Célia Bretas Tahan, Especial para o Estado

01 Novembro 2016 | 15h25

PALMAS - Dez pessoas morreram e sete ficaram feridas após o desabamento de uma gruta em Santa Maria do Tocantins, a 270 quilômetros da capital, Palmas, região nordeste do Estado. O local é usado para missas e 50 fiéis estavam ali para acompanhar uma cerimônia religiosa pelo Dia de Todos os Santos quando uma rocha desabou, causando a tragédia.

Entre os mortos, estavam duas crianças. Cinco feridos foram levados para o hospital de Pedro Afonso e dois, com fraturas expostas, para o Hospital Geral de Palmas e para uma unidade privada, também na capital do Tocantins. De acordo com a Secretaria Estadual da Saúde, o estado das vítimas era estável na noite desta terça-feira, 1. 

Os moradores de Santa Maria se mobilizaram para socorrer as vítimas e o helicóptero da Secretaria de Segurança Pública foi deslocado para o local para atuar na procura pelos feridos. Os mortos eram de Santa Maria e das cidades de Pedro Afonso e Itacajá. A identidade deles não havia sido revelada até a noite desta terça.

A prefeita de Santa Maria, Hélen Ruth de Freitas Souza, considerou a tragédia desesperadora e decretou luto oficial de três dias, assim como o governador do Estado, Marcelo Miranda (PMDB). “A cidade toda está em luto”, afirmou Hélen.

O padre Rivonaldo da Silva Santos, que rezou uma missa momentos antes do acidente, disse ao portal G1 que a pedra despencou de repente. “Foi tudo muito rápido, não pudemos fazer nada.”

O tenente-coronel do Corpo de Bombeiros Carlos Eduardo Farias relatou à imprensa que, antes da chegada do socorro, a própria população retirou os soterrados. Segundo ele, as chuvas e o terreno arenoso podem ter causado a ruína. 

Tradição. A gruta fica em um local aberto, a cerca de dez quilômetros de Santa Maria do Tocantins. Há pelo menos 50 anos o lugar é usado por moradores, que acendem velas e fazem orações dentro da gruta.

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