Guarda Municipal de Campinas testa carros elétricos

A Guarda Municipal de Campinas, no interior de São Paulo, está usando carros elétricos em áreas onde há concentração de pessoas. Dois veículos, que abrigam dois guardas cada, estão percorrendo o calçadão do centro, onde há grande fluxo de pedestres, e o Parque Taquaral, a área de lazer mais freqüentada da cidade. Os carros atingem velocidade de até 25 quilômetros por hora e são movidos a bateria.De acordo com o coordenador de orçamento da Secretaria de Cooperação e Assuntos de Segurança Pública, Paulo César da Fonseca, os veículos garantem agilidade no atendimento aos cidadãos. O objetivo é facilitar a ronda e inibir delitos. Os carros estão em teste e foram cedidos em comodato pela fabricante, X-Car, com representação em Campinas. Os testes começaram sábado e vão até o final do ano. Nesse período, a Guarda não irá pagar pelo uso dos dois veículos.Uma avaliação preliminar, segundo Fonseca, indica que o uso dos carros elétricos foi bem aceito pela população, lojistas e pela própria Guarda. Ele disse que se a prefeitura optar por incorporá-los à frota, fará convênios para comprar ou alugar os veículos. Os preços variam de R$ 16 a R$ 22 mil, já o aluguel é de R$ 1, 200 por mês.Algumas cidades, como o Rio de Janeiro, já utilizam a viatura. Em Jundiaí, na região de Campinas, o carro elétrico está em teste. O veículo é movido a bateria e tem autonomia de oito horas. Depois disso, é recarregada com energia elétrica por duas horas. A Guarda Municipal de Campinas tem 35 viaturas convencionais e 595 guardas, 185 incorporados ao grupo também no último sábado. Desde o início da semana, com o afastamento do então secretário Péricles Caramaschi, que pediu demissão, a Guarda é comandada por Maria Cristina Von Zuben.A nova secretária declarou que será possível ampliar o raio de atuação da GM com as novas contratações. Mas lembrou que a Constituição determina que os guardas atuem basicamente com patrimônio público. Para a secretária, a municipalização da segurança é um processo irreversível, mas que ainda deverá ser bastante debatido pela sociedade e pelos órgãos competentes.

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