Guardas municipais de Hortolândia encerram paralisação

Os 100 guardas municipais de Hortolândia voltaram a trabalhar hoje depois de uma paralisação de dois dias, em protesto contra a morte de um colega, na terça-feira à noite, no Jardim Rosolém. De manhã, uma comissão se reuniu com representantes da prefeitura para discutir as reivindicações dos policiais. A prefeitura se comprometeu a atender algumas das solicitações dos guardas, e eles retornaram ao trabalho no começo da tarde. Segundo a assessoria de imprensa da prefeitura, além de resolver questões administrativas, como remanejamento de pistolas, serão comprados coletes à prova de balas para todos os guardas em no máximo 60 dias. A administração municipal também prometeu substituir as seis viaturas usadas pela guarnição e adquirir outras sete, comprar uma viatura de grande porte e apressar a análise do plano de carreira dos policiais, para melhorar o nível dos salários. Atualmente, o piso do GM é de R$ 509. Um psicólogo será designado pela Secretaria de Saúde para atender os guardas, conforme a assessoria, e uma nova sede para a guarnição será construída. Mas ainda não há definição de custo, local e prazos para a obra.Na terça-feira à noite, Epídio Amorim dos Santos Filho, de 30 anos, morreu em confronto com quatro assaltantes que haviam acabado de roubar dois veículos. Ele e colega Vanderlei Peixoto de Souza perseguiram o grupo, que iniciou o tiroteio. Um dos assaltantes também morreu e os outros três fugiram. Souza ficou ferido, mas passa bem. Durante o tiroteio, os guardas não puderam pedir reforços porque o rádio da viatura estava quebrado.

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