Guardas municipais entram em greve em São Caetano do Sul

No final da tarde de quinta-feira, todos os 83 guardas municipais da cidade de São Caetano do Sul, no Grande ABC, Região Metropolitana de São Paulo, entraram em greve por tempo indeterminado. Na noite de quinta-feira, as 8 guaritas fixas já estavam vazias e as rondas nos 15 bairros da cidade haviam sido suspensas. São 14 carros e 18 motos parados no pátio da corporação, cuja base operacional fica na Vila Gerti. Os guardas afirmam que não voltam ao trabalho enquanto o comando da Guarda Municipal não cancelar o afastamento de Robson Andrei, supervisor do turno da noite. Ele foi suspenso por tempo indefinido após participar, na terça-feira, na Câmara Municipal, de uma manifestação por melhorias nas condições de trabalho. O comando nega que o guarda tenha sofrido algum tipo de represália, mas informa que a punição foi dada porque ele teria usado um veículo da corporação indevidamente, para ir ao protesto. Até o final do expediente de quinta-feira, a Prefeitura informava que não tinha intenção de negociar com os guardas. Na última terça-feira, um grupo de guardas apresentou à Câmara Municipal uma pauta de reivindicações, entre elas equiparação salarial com outras guardas da região. O salário de um guarda municipal de São Caetano seria de R$ 222,27 por mês, enquanto o de São Bernardo é R$ 914. Além disso, a categoria pede assistência médica, aumento na gratificação por risco de morte e plano de carreira. A Prefeitura informou que as reivindicações não serão atendidas em um curto prazo devido ao Regime de Funcionalismo Único, que estabelece que se um setor público receber algum tipo de aumento, todos os outros setores têm, obrigatoriamente, de receber também.

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