Guardas municipais são executados em centro comunitário

Policiais do interior paulista estão à procurade três homens que executaram, por volta das 22h30 desta quarta-feira, dois guardas municipais, no centro comunitário do Jardim das Flores, na periferia da cidade de Rio Claro. Osguardas trabalhavam desarmados e foram atingidos por vários projéteis de calibre 9mm, principalmente na cabeça. Um suspeito foi detido em Limeira, mas foi liberado.O Jardim das Flores, na Zona Norte, é um dos bairro com maior incidência de crimes no município de Rio Claro. Como acorreram muitas depredações e furtos, todas as noites são escalados dois guardas municipais para vigiarem o prédio, na confluência da Rua M10 com as avenidas M53 e M55.Na noite desta quarta-feira foram escalados dois veteranos: Antonio José Bonaldo e Ivonil RobertoBraga, ambos com cerca de sete anos na Guarda. Na esquina próxima, geralmente, grupos de jovens se reúnem e promovem badernas, além de se constatar a presença de traficantes comercializando drogas, mas a ordem era de que não interferissem, apenas cuidassem do patrimônio comunitário.Segundo testemunhas, três homens entraram no equipamento público e depois de encurralarem os dois guardas passaram a atirar várias vezes contra eles. Fugiram em um Vectra escuro, cujaplaca foi anotada: CPP-0699, de Limeira. As vítimas foram levadas ao Pronto Socorro Municipal Integrado, onde Bonaldo já chegou morto e Braga morreu pouco depois.A polícia de Limeira foi avisada e, no cadastro, constatou-se o endereço do proprietário do veículo. Assim que os policiais chegaram à casa do suspeito, um Vectra preto com a mesma placase aproximou e foi interceptado. Ao volante, seu único ocupante, o proprietário. O carro e o motorista foram revistados, mas nenhuma arma foi localizada. Por isso ele foi liberado.Mais tarde, o delegado titular da Delegacia Seccional de Rio Claro telefonou para a cidade vizinha, pedindo que levassem o suspeito para lá, onde ele seria submetido a exame residuográfico, para se constatar se fez uso de arma de fogo. Mas, como ele já havia entrado na própria residência e por ser noite, nem com mandado de busca e apreensão, ou de prisão, os policiais podem entrar na casa. São obrigados a esperar amanhecer.

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