Guardas municipais são presos por assassinato de charreteiro

O capitão do Exército reformado Nilton Monteiro de Souza, de 53 anos, chefe da Guarda Municipal de Araçariguama, na região de Sorocaba, foi preso ontem, acusado de ter participado do assassinato do charreteiro Josias Antonio Malossi, de 25 anos, executado com 11 tiros na praça central da cidade. Outros dois guardas patrimoniais da prefeitura, Giovani da Silva, de 32 anos, e Paulo Wazaqui, de 42, que teriam participado do crime, também estão presos. As polícias de São Roque e Sorocaba procuram o homem apontado com um dos autores dos disparos, conhecido apenas como "Toninho". Ele também seria funcionário municipal. Estão sendo procurados ainda dois filhos do capitão reformado, William e Alex Monteiro de Souza, suspeitos de participação no assassinato. Eles integram a guarda patrimonial comandada pelo pai e foram vistos saindo da cidade após o crime em um Golf verde. O charreteiro foi morto na madrugada de domingo último, depois de um desentendimento ocorrido em um baile promovido pela prefeitura no Ginásio Municipal de Esportes. No fim do baile, ele dirigiu-se à praça e foi seguido pelos guardas patrimoniais. Os autores do crime fizeram 18 disparos em direção à vítima. Segundo testemunhas, os tiros foram disparados do interior de um Santana branco, um dos carros oficiais da prefeitura. Ao ser preso, o capitão reformado, conhecido pelo apelido de "Lampião", negou participação no crime. Ele disse que esteve na praça apenas para verificar o que estava acontecendo. Em sua residência, a polícia apreendeu um revólver calibre 38 com a numeração raspada. A arma será submetida à perícia. Os dois guardas presos também negaram terem atirado contra o charreteiro.O prefeito da cidade, Carlos Aymar (PSDB), disse que acredita na versão dos funcionários.

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