Guardas que teriam ajudado menores a se drogar são afastados

Os dois guardas que teriam ajudado crianças de rua a se drogar no Largo da Memória, conforme fotos publicadas nesta quinta na Folha de S. Paulo, foram afastados do serviço operacional enquanto durarem as investigações sobre o caso, previstas para 40 dias. A polícia também deve abrir inquérito para apurar o caso. A Guarda Civil Metropolitana (GCM) não divulgou o nome dos dois. Segundo o coordenador de Segurança Urbana do Município de São Paulo, Alberto Silveira Rodrigues, os envolvidos negam veementemente a denúncia e disseram ter retido o frasco que conteria a cola, logo depois jogado numa lixeira da região. Ele (o frasco) não foi encontrado. "Não sou químico, mas não consigo entender como se aquece com chama um produto inflamável", disse o coordenador, destacando que o próprio guarda que aparece na foto segurando o frasco, se apresentou nesta manhã à chefia. A Guarda Civil Metropolitana (GCM) solicitou à Folha que envie toda a seqüência de fotos antes de definir se os envolvidos serão ou não culpados. "Não estamos divulgando os nomes porque não temos certeza do que foi praticado." O coordenador informou que nenhum dos dois guardas, locados na inspetoria da Sé, teve problemas até agora na corporação. O que aparece na foto, é guarda há cinco anos, o outro há três. "Esta é uma questão (menores carentes e abandonados) que não deve ser tratada pela polícia", disse Rodrigues, lembrando ser necessária uma grande discussão na sociedade sobre o problema, que já se tornou rotina. Mesmo assim, considera que os envolvidos cometeram falhas administrativas já que deveriam ter contatado assistentes sociais ou conselheiros tutelares para tratar do caso, em vez de mexer na droga. Por isso, podem receber de advertência a demissão, dependendo do grau de culpa. Caso se comprove que induziram o uso de entorpecentes, deverão sofrer também sanções penais.

Agencia Estado,

09 Fevereiro 2006 | 18h56

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