Guardiã terá auxílio de ''síndico'', que fará rondas à noite e nos fins de semana

A primeira "guardiã" da Avenida Paulista, a publicitária Julie Nakayama, de 22 anos, que é cadeirante, já vem circulando diariamente pela via para monitorar os problemas de acessibilidade e circulação - como dezenas de carros-fortes, mesas de bares e até duas caçambas paradas sobre as calçadas, na frente do número 407, em plena tarde da quarta-feira passada. Ela vai ganhar, agora, a companhia de um segundo guardião.Será, de acordo com Heitor Sertão, o "síndico" da Paulista, um funcionário municipal que ficará responsável por circular na via à noite e em fins de semana, para observar atos de vandalismo contra os equipamentos públicos. "A gente, que passa por aqui diariamente, nota que as lixeiras não duraram nem quatro meses. Estão quebradas e pichadas. É triste", diz o estudante Fábio Barros, de 19 anos, que toma ônibus na avenida.Por toda a Paulista, a reportagem contou pelo menos 35 lixeiras destruídas. Além das pichações, moradores de rua e catadores de materiais recicláveis abrem as portinholas, deixando o lixo exposto. Outro "puxão de orelhas", segundo Sertão, vai para os condomínios, que colocam grandes sacos de lixo - havia dezenas na tarde de quarta-feira - junto das lixeiras, porque o material não cabe lá dentro. "Estão colocando os sacos (de lixo) fora do horário de coleta", diz. "Estamos em contato para que não façam isso." FRASESFábio BarrosEstudante"A gente nota que as lixeiras não duraram nem quatro meses"Heitor SertãoGerente da Paulista"Estão colocando os sacos (de lixo) fora do horário de coleta. Estamos em contato para que não façam isso"

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