Guerner teve ''lição'' de médicos para forjar transtorno

Deborah Guerner ganhou a fama de promover escândalos quando é abordada sobre o esquema no DF. Alega ter problemas mentais. Foi assim ontem ao ser presa, quando tentou agredir fotógrafos, e numa sessão do Conselho Nacional do Ministério Público. Ano passado, tirou a roupa diante dos policiais.

Leandro Colon, O Estado de S.Paulo

21 de abril de 2011 | 00h00

O pedido de sua prisão foi motivado, entre outras coisas, por vídeo em que, segundo o Ministério Público, ela "aprende" a transparecer problemas mentais. A estratégia serviria para precipitar a aposentadoria por invalidez, sem perda de salário. A montagem envolveria até a recomendação de uso de roupas chamativas, incompatíveis com o cargo, para forjar eventuais distúrbios.

Nas imagens, ela recebe a orientação do psiquiatra Luis Altenfelder Silva Filho, que recebeu R$ 10 mil pelo serviço. Ele atesta que a promotora sofre de transtorno bipolar. Outra médica, Carolina de Melo, teria apontado, em uma consulta, que ela tem "transtorno afetivo bipolar misto".

Os dois médicos foram denunciados. "Apenas a orientei em cima da doença que ela sofre. Longe de mim ter feito coisa errada", disse Altenfelder.

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