Beawiharta/Reuters
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'Guerra contra as drogas não pode ser feita com meias medidas', diz Widodo

Em seu Facebook, presidente da Indonésia escreveu mensagem em que defende a pena de morte a condenados por tráfico de drogas

O Estado de S. Paulo

18 Janeiro 2015 | 14h02

SÃO PAULO - O presidente da Indonésia, Joko Widodo, publicou em sua página no Facebook neste domingo, 18, uma mensagem em que defende a pena de morte para os condenados por tráfico de drogas. "A guerra conta a máfia da droga não pode ser feita com meias medidas, porque as drogas têm verdadeiramente arruinado a vida dos usuários e das suas famílias", escreveu na rede social.

"Não há felicidade na vida quando há abuso de drogas. O pais deve estar presentes e lutar contra os cartéis das drogas de cabeça erguida", diz a publicação. "Indonésia saudável é Indonésia sem drogas", completa.

Após o fuzilamento de seis condenados, entre eles o brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira, de 53 anos, condenado à morte por ingressar na Indonésia com 13 quilos de cocaína, a presidente do Brasil, Dilma Rousseff, disse, em nota, estar "consternada e indignada" com o ocorrido e convocou para consultas seu embaixador em Jacarta.

A Holanda, país de um dos executados, também retirou seu embaixador na Indonésia após ter os pedidos de clemência negados, e o país asiático foi alvo de críticas da Anistia Internacional. Os protestos fizeram o procurador-geral da Indonésia, Muhammad Prasetyo, declarar que as leis do seu país deveriam ser respeitadas.

No cargo desde outubro, o governo Widodo prevê outras 14 execuções neste ano, após não ter realizado nenhuma em 2014.

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