Guerra de traficantes no Rio já matou sete

O número de mortos na guerra entre traficantes rivais pelo controle da venda de drogas no Morro da Rocinha, em São Conrado, aumentou de cinco para sete. Dois homens não identificados, acusados de serem traficantes, morreram em novo confronto com policias, iniciado na noite de sexta-feira. O tiroteio durou até a madrugada deste sábado. A guerra na Rocinha começou na madrugada de sexta, quando um grupo de 60 criminosos tentou invadir a favela, para tirar do comando da região o traficante Luciano Barbosa da Silva, o Lulu. Neste confronto, cinco pessoas morreram e sete pessoas ficaram feridas.Durante o sábado, 580 policiais civis e militares realizaram buscas na mata da favela para prender Lulu, o traficante Eduíno Eustáquio de Araújo, o Dudu, apontado pela polícia como responsável pelo ataque de ontem na Rocinha, e seus comparsas. O comandante geral da Polícia Militar (PM), coronel Renato Hottz, havia determinado que 380 policiais militares ocupassem a Rocinha e o Vidigal, favela próxima e esconderijo de Dudu.No início da manhã do sábado, outros 200 policiais civis reforçaram a operação de buscas na mata que existe em volta da Rocinha. As informações no local eram de que o chefe de Polícia Civil, delegado Álvaro Lins, acompanhou a movimentação dos policiais em um helicóptero da polícia. Dois helicópteros foram utilizados durante a operação, que será por tempo indeterminado.O Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar (Bope) também enviou sua tropa à Rocinha. Segundo o comandante do Bope, coronel Fernando Príncipe, 150 homens foram deslocados para auxiliar a operação. Ele informou que todas as folgas do contingente do Bope forma suspensas por causa do conflito. "O batalhão inteiro foi convocado para as favelas da Rocinha e do Vidigal. Queremos atacar igualmente a quadrilha do Dudu e do Lulu, onde eles estiverem", assegurou Príncipe. De acordo com moradores da Rocinha, os dois traficantes estariam escondidos em lados opostos da mata que cerca a área.A Rocinha é considerada pela polícia como o maior mercado consumidor e distribuibuidor de armas e drogas do Rio. Por isso, tem sido alvo constante do interesse outras quadrilhas de traficantes da cidade.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.