Guerra do tráfico no Morro do Vidigal já fez 15 mortos

São quinze os mortos na guerra do tráfico no Morro do Vidigal, na zona sul do Rio. Dois corpos não identificados foram encontrados no início da noite desta quinta-feira, 10, em dois pontos diferentes da favela. A polícia não soube informar quando as pessoas foram mortas. Durante o dia, foi normal o movimento dos moradores do Vidigal. A PM passou mais um dia na favela, à procura de traficantes e de corpos de pessoas assassinadas por eles. A população dizia já se sentir mais tranqüila. A madrugada foi a primeira sem tiroteios, em cinco dias. De manhã e à tarde, o posicionamento do caveirão, blindado do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da PM, logo na subida do Vidigal, era o único sinal da guerra que se iniciara na madrugada do último domingo, quando um grupo de criminosos entraram no morro para tentar retomar pontos de venda de drogas perdidos para rivais no ano passado. Os 60 mototaxistas circularam normalmente, assim como os motoristas de Kombi. Somente as entregas da farmácia Drogaville, que fica na entrada do favela, ainda não foram normalizadas - o entregador, que usa motocicleta, não entra em becos, para não correr o risco de ser alvejado. Não houve confrontos durante o dia, embora PMs tenham feito operações para checar informações sobre o possível de paradeiro de bandidos - locais e invasores. "Não fazemos distinção de facção. Se é traficante, tem arma e droga, prendemos", disse o coronel Mario Sergio Duarte, comandante do Bope. Alguns moradores disseram que o grupo que atacou o morro já recuou e se refugiou em outras favelas.

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