Guerra entre traficantes leva violência ao Paraguai

A guerra entre narcotraficantes brasileiros no Paraguai teve novos lances de violência. Hoje, durante a madrugada, mais de 20 homens encapuzados invadiram a luxuosa sede da Fazenda Rincão, em Capitán Bado (Paraguai), na divisa com Coronel Sapucaia (MS), incendiaram o imóvel, dois tratores, um depósito de cereais e um automóvel modelo Gol. Um casal de adultos e duas crianças que estavam no local conseguiram fugir.O incêndio, segundo acredita a polícia paraguaia, é vingança do proprietário de várias lavouras de maconha naquele país, o brasileiro Líder Cabral, que teve a mulher e o filho de três anos assassinados por traficantes cariocas. Além da mulher e a criança, outras oito pessoas morreram na chacina, que aconteceu por volta de 11h de ontem. Líder Cabral assumiu o comando da produção, venda e distribuição de maconha paraguaia em fevereiro do ano passado, um mês depois do assassinato de João Morel, 62, ocorrido dentro do Instituto Penal de Campo Grande. Morel, que também era conhecido por "Rei da Maconha" foi morto uma semana depois que seus filhos Mauro Ezequiel Morel, 33, e Ramão Cristoval Morel, 35 anos, foram assassinados dentro de uma fazenda em Capitán Bado, juntamente com o guarda-costas de ambos, Eduardo Espindola Vera, 49 anos, no dia 13 de janeiro do ano passado. O comissário da polícia paraguaia, Agustín Salcedo, disse que certamente ainda ocorrerão muitas mortes. Comentou que na chacina de quinta-feira os criminosos mostraram-se bem treinados e determinados.

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