Guerrilheiros ameaçam matar policial feito refém no Paraguai

Exército do Povo Paraguaio dá prazo até dia 14 para que o governo paraguaio liberte 6 militantes condenados por sequestros

Pablo Pereira, O Estado de S. Paulo

01 Outubro 2014 | 20h33

O Exército do Povo Paraguaio (EPP), grupo guerrilheiro que mantém em cativeiro Arlan Fick, de 16 anos, filho de um fazendeiro brasileiro na região de Concepción, no Paraguai, divulgou carta sobre outro sequestrado, o policial Edelio Morínigo. O grupo dá prazo até dia 14 para que o governo paraguaio liberte seis militantes do EPP, acusados e condenados por sequestros no País.

A carta teria sido encontrada perto da casa da mãe do policial, Obdulia Florenciano, que mora no distrito de Arroyito, pequena localidade na zona na qual o Exército regular paraguaio mantém tropas de combate contra a guerrilha. Na carta, a guerrilha diz que Morínigo é prisioneiro de guerra e ameaça executar o policial caso o governo não atenda às exigências de libertação de militantes.

O trecho da carta divulgado não faz referência a Arlan Fick, que já está há 182 dias em poder da guerrilha. Ele foi sequestrado em 2 de abril, em Paso Tuya, em San Pedro, vizinha da área onde mora a família de Morínigo. Dez dias depois do sequestro, a família Fick pagou um resgate de US$ 500 mil, mais US$ 50 mil em mercadorias distribuídas a comunidades pobres. 

O chefe da investigação, ministro Francisco de Vargas, disse nesta quarta-feira, 1º, que o governo do presidente Horácio Cartes não negocia com sequestradores.

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