Guincheiros protestam pelo segundo dia em SP

Pelo segundo dia, funcionários da Marthas Serviços Gerais protestaram contra o encerramento do contrato da prefeitura de São Paulo com a empresa, que era responsável pelos serviços de guincho de carros estacionados irregularmente nas ruas da cidade. Assim como no dia anterior, quando foram à Câmara Municipal, eles saíram em carreata por ruas do centro da cidade, provocando lentidão no trânsito. A empresa prestava serviços terceirizados para a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Desde o dia 8, a prefeitura reduziu a frota de guinchos ao encerrar o contrato com a empresa. A empresa oferecia diariamente 35 guinchos e 4 pátios para os carros removidos. Agora, apenas carros da CET - menos de 20 - recolhem e levam veículos para os pátios municipais.O encerramento do contrato, segundo o Sindicato dos Guincheiros Removedores de Veículos do Estado de São Paulo (Singuesp), provocou 209 demissões. A expectativa do presidente do Singuesp, Gilberto Ferreira Lopes, é de que volte a vigorar o contrato que era renovável.A empresa acusa a Prefeitura de lhe dever mais de R$ 13 milhões, referentes aos veículos não retirados depois de 90 dias. A CET negou ter qualquer dívida com a empresa. Em nota, o presidente da companhia, Dernal Oliveira Santos, disse que falta apenas quitar os valores referentes ao serviço prestado durante o mês de outubro que serão pagos ainda neste mês - aproximadamente R$ 275 mil. De acordo com a CET, o contrato foi suspenso com prévio conhecimento da empresa.

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